Empresas “Gay-Friendly”: Diminuindo o preconceito e aumentando o rendimento
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A maior parte das empresas instaladas no Brasil ainda não está de fato adaptada a nova realidade social que, invariavelmente, causa reflexos nas relações empresariais e comerciais existentes.
Em primeiro lugar, é necessário termos em mente a seguinte verdade: diminuindo o preconceito, aumentaremos o rendimento. Simples assim.
A maior prova disso é a própria existência do GLS Legal: uma empresa que tem “gays, lésbicas e simpatizantes” até no nome e, apenas seis meses de vida, já foi citada no jornal O Globo e na revista Exame PME, uma das publicações mais respeitadas do país sobre temas empresariais.
O que fazemos de diferente? Buscamos os melhores profissionais, independentemente da orientação sexual. Não podemos negar que nossos processos seletivos envolvem tarefas de alta complexidade, mas o resultado pode ser visto até mesmo em nosso site: a sessão “na mídia” recebendo novos artigos com frequência.
Acredito que, pela necessidade de superar preconceitos, os homoafetivos que encaram a realidade dos fatos buscam sempre se destacar de forma positiva, evitando, assim, comentários maldosos. Na prática, ficamos com uma das mais famosas frases que definem os integrantes da comunidade LGBT: “ricos e exigentes”.
É fato que nem todos são “ricos e exigentes” mas, de fato, a grande maioria possui uma condição financeira substancialmente superior a média social, o que permite que possam estar nos melhores lugares, fazendo os melhores contatos e, desta forma, ampliando suas chances de permanecerem na alta esfera social.
As empresas poderiam – ou melhor, deveriam – aproveitar essas características para, através da conscientização da massa de colaboradores, ter funcionários de ponta trabalhando para o crescimento da marca.
Homoafetivos, em geral, ingressam em novos trabalhos com receio de sofrerem preconceito e discriminação. Percebam que a marca já começa perdendo pois, ao invés deste funcionário se preocupar em exercer sua função com Excelência Total, ele primeiro precisa ser preocupar com o período de adaptação e, muitas vezes, em ficar se escondendo daqueles que deveriam ser, verdadeiramente, seus “colegas de trabalho”.
Para contornar esta situação, o ideal é que a gerência da empresa, junto com o departamento de RH, promovesse palestras, eventos e treinamentos para conscientização de todo o corpo de funcionários. Hoje, com a própria existência do GLS Legal, é possível utilizar um exemplo real de uma marca que está caminhando rumo ao sucesso pelo fato de focar naquilo que é necessário para o real desenvolvimento da empresa: profissionalismo.
Caso tenha se interessado pelo texto e deseje realizar um evento de conscientização na sua empresa, entre em contato com o GLS Legal.
Lembre-se: diminuindo o preconceito, os rendimentos aumentarão!
Vitor Mattoso
Diretor Executivo | GLS Legal
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por GLS Legal em 19 de maio de 2010 às 13:40, e está arquivado em GLS Legal. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |

há 3 meses atrás
Muito bom este artigo Vitor,
Realmente as empresas tem que abrir suas mentes e seus horizontes aceitando profissionais independente de sua orientação sexual, pois o que importa é a capacidade e o profissionalismo e não se o funcionário é gay, lésbica, travesti ou trans.
Muitas empresas acabam abrindo mão de um excelente profissional por este ser gay ou travesti. Acho que se esse tipo de preconceito acabar todos saem ganhando, conheço muitas travestis que são talentosas e que estão a margem da sociedade devido ao preconceito.
Outra coisa que desmotiva o profissional é o lance citado de que quando ingressa em um novo emprego se preocupar em “esconder” sua sexualidade do que realmente se concentrar no trabalho e ter realmente seus colegas de profissão.
Essa preocupação acaba tirando o foco do funcionário na empresa e causando um certo constrangimento. Em minha opinião as empresas tem que abrir novos horizontes e adotar o gay-friendly pois o público LGBT é exigente e também consome.
Ótimo texto.
Abraços,
Wesley Ursão.