Artigos com o marcador homoafetividade
Comunicação empresarial será mais gay, mestiça e feminina
18/07/10
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Paulo Nassar
De São Paulo
Novos desafios para a comunicação empresarial são presentes e também trazidos pelo futuro. O ontem, embora próximo, está marcado por regulamentações de todo tipo, produto da cultura de controlar os empregados e pela necessidade de conquistar metas quantitativas, de qualidade total ou de redução de problemas provocados por assédio sexual e moral no trabalho, o que resulta na imensa quantidade de manuais e códigos de ética, de conduta, segurança, meio ambiente, saúde.
Mas tome nota: o ambiente empresarial será novo, marcado pela liberdade do empregado para afirmar sua identidade: o somatório das dimensões subjetivas e objetivas de homens e mulheres.
Nos últimos 50 anos, o entendimento da comunicação pela administração experimentou uma evolução sem precedentes, provocada de fora para dentro das empresas. Essa transformação, no Brasil, provocou uma nova visão comunicacional e relacional em três grandes movimentos. O primeiro, nos anos 1980, foi conseqüência da democratização do país, quando demanda de trabalhador deixou de ser assunto de polícia e alcançou a mesa de negociação. Um segundo movimento, no início dos anos 1990, estava ligado à internacionalização da economia brasileira, que provocou mudança nos processos de produção para promover ganhos de produtividade e competitividade e minimizar os impactos ambientais e sociais. A comunicação empresarial atuou fortemente na capacitação e no comprometimento de trabalhadores semi-analfabetos com as causas das empresas. E um terceiro, a conscientização crescente do empreendedor sobre o conceito de empresa produtiva e afetiva, uma extensão da sociedade. Ou seja, a empresa não cresce ou se mantém sustentável se o administrador não considerar os desejos, os sonhos de seus empregados e os acontecimentos sociais, históricos e culturais no âmbito da sociedade – tudo o que era visto como fator externo ao processo de produção.
Portanto, a administração deve assumir novas formas de se relacionar com a diversidade comportamental, etária, étnica, religiosa. Imagine, neste momento, no mundo do trabalho, tão regulamentado e preconceituoso, as mudanças inevitáveis de áreas como comunicação e recursos humanos diante da conquista de direitos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada recentemente na Argentina e em discussão no Brasil.
O gestor conectado no mundo, já entendeu que é preciso preparar a empresa, aprender a se relacionar, beneficiar e capacitar pessoas diversas, surgidas e legitimadas pela afirmação positiva dos homossexuais, das mulheres, dos índios, dos negros, dos mulatos, na sociedade. Em breve, teremos uma comunicação empresarial mais gay, mais feminina, mais mestiça. E por isso, mais humana.
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Fonte:
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HOMOFOBIA JÁ ERA – MAS INTOLERÂNCIA, NÃO
05/07/10
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Algumas pessoas estão impossibilitadas de fazer uso de uma das armas mais importantes de todo ser humano: a opinião.
Esse tópico é mais um retrato da triste situação dessa comunidade, em que poucas vozes têm direito a ecoar. Represálias são válidas pelo conteúdo das mensagens; não pelo simples fato de discordar. Uma pena.
Por causa dessas mensagens, fui excluído sumariamente da comunidade do Orkut “Homofobia Já Era” (HJE), da qual fazia parte há cerca de dois anos.
Na verdade, esse episódio não é esporádico ou exclusivo meu. De uns tempos para cá, vários membros têm sido expulsos da mesma forma – arbitrária e sem justificativas razoáveis. De comum entre as expulsões, o fato de as pessoas manifestarem opiniões diversas das de alguns membros-chaves da comunidade (os quais, imagino, também compõem a moderação ou são bastante próximos dela).
Venho representando muitos indivíduos que discordam da atual política da moderação da comunidade – opressora e que não aceita questionamentos a seu discurso unilateral, por mais que os comentários não contenham ofensas, xingamentos e similares. O fato é que eu já sentia pouquíssima vontade de acompanhar as discussões pela HJE. Também observava diversas pessoas inconformadas e que deixaram a comunidade, seja de forma voluntária ou compulsória.
O cabresto da expressão
A HJE peca ao ignorar e oprimir as discussões. Quem se aventura a compartilhar um pensamento sobre questões polêmicas que destoe da opinião dos membros-chave, é tachado de relativista, troll, semeador de discórdia, “deslegitimador da comunidade” (seja lá o que signifique isso) e afins.
Obviamente, há indivíduos que disseminam opiniões polêmicas apenas para bagunçar os tópicos e desferir ataques. Eles devem, sim, ser advertidos e eventualmente expulsos. Mas eu não sou troll – e conheço vários membros que também não o são, mas estão sendo suprimidos como se fossem. É uma questão de, no mínimo, péssima moderação, exemplificada na parca análise dos debates individuais que têm se instaurado.
Na HJE, há uma minoria, opressora, que se julga mais sábia para defender anseios que não são de boa parte das pessoas pelas quais ela diz lutar. Será que representa o desejo da maioria? Meu palpite é: não, nem de longe.
Falam muito do perigo da segregação do movimento LGBT, que estaria cada vez mais fraco e com pouca amplitude. Porém, a adoção de posicionamentos veementes e irredutíveis como a de alguns membros do supracitado fórum só contribui para isso. Vivemos em um tempo em que radicalismos, mesmo os da chamada militância LGBT tradicional, terão cada vez menos espaços para a maioria. Deve-se lutar por igualdade, mas com respeito. Se não se consegue respeito já na base do movimento, como pretendemos alcançá-lo para com a sociedade em geral?
Sete cores reduzidas a uma
No fórum, os membros-chaves concordam uns com os outros; reiteram-se; batem palmas para opiniões de seu círculo de amizades já conhecido de todos. Pergunto-me como essas pessoas pretendem ampliar seu senso crítico convivendo em uma comunidade em que apenas os mesmos indivíduos trazem as suas posições, impermeáveis como pedras.
Aqui segue um argumento dos membros que defendem a atual radicalização da comunidade.
“Se a garantia da defesa incondicional da diversidade, pelas regras, é opressora, eu não tenho o menor interesse nesse simulacro de ‘liberdade’ apregoado.”
A frase se trai nas primeiras palavras. O que propõem não é a defesa da diversidade, mas o oposto. Imagino que oprimir pensamentos divergentes, excluir membros sem aviso prévio, bloquear-se a debates e atacar quem possui uma visão minimamente destoante não representem “defender a diversidade”.
Nessa empreitada de excluir quem têm pensamentos mais coloridos, muitos usuários que contribuíam e contribuem para debates sadios têm sido oprimidos. Parece que a moderação da HJE não entende que eu e ela temos, em um nível profundo, os mesmos desejos: construir uma realidade social mais justa e menos homofóbica. E constatar isso me deixa extremamente magoado. Caramba: eu, como bom ativista, só tentava ampliar o debate e procurar esclarecer e ser esclarecido.
Com a ação opressora da moderação da HJE, acontece justamente o que todos temiam: presença de mais animosidades entre os gays ativistas, o que contribui para a desorganização na luta pela ampliação dos direitos civis. De maneira geral, pode-se depreender desse episódio que o movimento e a identidade LGBT passam por uma crise. E, a meu ver, a atitude da HJE só aumenta a rachadura.
Você que lê esse texto pode discuti-lo logo aqui embaixo. Comentários, desde que respeitosos, são válidos. Você não será punido por discordar. Afinal, diversidade inclui também respeito a pensamentos diferentes, certo?
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Autor: por uma questão pessoal, o autor pediu para não ser identificado.
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Relação homoafetiva pode ser equiparada à união estável
30/06/10
A 1ª Turma do TRF da 1ª Região manteve inclusão do companheiro de funcionário público aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como beneficiário da pensão vitalícia.
Alega o funcionário que vive há mais de 20 anos em união homoafetiva, que a relação com o companheiro é pública, contínua e duradoura, à semelhança de verdadeira união estável. Defende o direito de indicar o companheiro ao benefício, conforme disposto no art. 217 da Lei nº 8.112/90.
Direitos Homoafetivos – O indivíduo em uma organização do trabalho
27/06/10
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É impressionante como em pleno século XXI, mesmo após constatarmos na história elevados índices de violência, mortes, entre outras coisas, motivadas por preconceitos e racismos; a sociedade persiste em preconceitos banais.
Evolução e Racionalidade
11/06/10
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“Eu te amo!”
Não há expressão mais perfeita que esta – obviamente, se dita com toda a força do sentimento que ela carrega. Por que? Porque o amor é sublime. Não dá para explicar exatamente o que é o amor, apenas senti-lo. Com grande simplicidade, podemos dizer que é a união de carinho, cuidado, preocupação, esmero, respeito, atenção, apoio, força, alegria, incentivo, cumplicidade, e, principalmente, incondicionalidade. Porque amar não é escolha, ele simplesmente acontece – e nunca ninguém conseguiu explicar por que.
Cartilha Eletrônica de Direitos Homoafetivos – 1ª edição
10/06/10
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O GLS Legal apresenta a 1ª edição da Cartilha Eletrônica de Direitos Homoafetivos.
Para fazer o download do arquivo, clique no link ou na figura abaixo:
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Cartilha Eletrônica de Direitos Homoafetivos – 1ª edição
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O poder dos gays
06/06/10
Não é de hoje que afirmo que aos gays é dado mais poder do que eles realmente têm, por parte de algumas pessoas heterossexuais. Eu nunca vi nenhuma outra categoria social com tanto poder para “destruir todas as famílias do Brasil, degenerar toda a juventude do Brasil, influenciar milhões de pessoas ao redor do mundo e até mesmo gerar terremotos, furacões e tsnuamis”.
Mas paralelo a isso, vocês já repararam que a fonte de tais impropérios é, em sua maioria, originada de homens heterossexuais para com os gays e nunca para com as lésbicas? Vai entender, né? Deve haver algum bom motivo para tal… Mas vamos ver como os gays são poderosos?
Transexualidade
04/06/10
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Diante das atuais decisões favoráveis aos homossexuais, como adoção de crianças, gostaria de colocar em debate a questão da transexualidade. Eu mesma já tive o privilégio de defender judicialmente o direito à dignidade de um transexual, no intuito de ter deferido o direito de constar em sua certidão de nascimento seu nome e sexo como masculino, proporcional a seu aspecto físico e orientação psicológica.
O nosso objetivo é o seu bem-estar
12/05/10
Dias atrás, durante uma ligação, tive que fazer algumas analogias para que a cliente entendesse a importância do nosso trabalho. Acompanhem comigo o que foi dito:
“Da mesma forma que o médico cuida da sua saúde física e busca o seu bem-estar, nós cuidaremos da sua saúde social, e também buscaremos o seu bem-estar. Os caminhos são diferentes, mas o objetivo é o mesmo: a sua tranquilidade, felicidade e satisfação”.
Adoção homo – a criança sofrerá preconceito?
04/05/10
Após as mais recentes decisões na Justiça sobre as decisões de crianças por famílias homoparentais, vemos diversas reações na sociedade. Felizmente encontrei opiniões bastante positivas. Parece que até os mais aguerridos reacionários concordam que é muito melhor uma criança ser amada, criada e sustentada por um casal formado por sexos semelhantes do que ficar à mingua nos orfanatos.
Naturalmente, tal postura não é uniforme e há muita gente que se dar ao luxo de “ser contra” os direitos de outrem – posição esta tomada sem nem consultar a criança e aos pais em questão. Parece que o Ego do vaidoso acha que a opinião dele contra tal adoção deve prevalecer sem nem consultar as pessoas envolvidas.

